quinta-feira, 12 de março de 2015


Allium cepa



PIVA, A.; NEVES, B.; OLIVEIRA, C.; BEZERRA, G.
Orientadora: Aline de Mello Cruz


Fig. 01 - Allium cepa            Fig. 02 - Allium cepa
Fonte: Repositório digital da CPT


INTRODUÇÃO:
A intoxicação por Allium cepa, nome popular cebola da família das Alliaceae é descrita em cães, gatos, equinos, ovinos e bovinos em todo o mundo, sendo considerada por muitos autores uma das primeiras toxicoses diagnosticadas em grandes animais no continente americanos. Em pequenos animais é comum ocorrer intoxicação por sua utilização em temperos de alimentos humanos, ou na administração de comida enlatada para bebês, um alimento bastante utilizado para gatos enfermos, devido sua palatabilidade.

NOME CIENTIFICO:

Allium cepa

NOME POPULAR:
Cebola

PARTES TÓXICAS:  
Qualquer parte da cebola, crua ou cozida. Acomete pequenos e grandes animais.

MECANISMO DE AÇÃO:
O princípio tóxico (n-propil dissulfito) presente na cebola é um oxidante que inibe as enzimas das vias do metabolismo energético, que são a glicose anaeróbica e a derivação da hexose monofosfato ou via pentose fosfato (Jain 1986). A glicose anaeróbica além de ser a principal fonte de ATP do eritrócito, tem como função produzir NADH (nicotinamida-adenina-dinucleotídio), um nucleotídio utilizado pela enzima metamoglobina-redutase na redução da metemoglobina diariamente formada. A via pentose fosfato produz NADPH (fosfato de nicotinamida-adenina-dinucleotídio), uma versão fosfatada do mesmo nucleotídio que tem a função de atuar na redução do glutation oxidado, que é o principal responsável por manter a hemoglobina em uma forma estável. A inibição dessas vias pelo n-propil dissulfito causa diminuição da NADH e NADPH, levando a quebra do mecanismo anti-oxidativo e a transformação de hemoglobina em metemoglobina.

SINAIS CLÍNICOS:
Fase crônica: anemia hemolítica com formação de corpúsculos de Heinz. 
Fase aguda: cianose e morte. /apatia, hipotermia e mucosas hipocoradas.


Fig. 03 - Esfregaço sanguíneos de gato intoxicado por cebola (Allium cepa). Há grande quantidade de eritrócitos com corpúsculo de Heinz.



REFERÊNCIAS:
FIGHERA, A. R.; SOUZA, M.T.; LANGOHT, I; BARROS, L. S. C. Intoxicação experimental por cebola, Allium cepa (Liliaceae), em gatos, Pesq. Vet. Bras. Vol 22 n. 2 Rio de Janeiro Apr/June 2002.

BORELLI, V.; LUCIOLI, J; FURLAN, H. F.; HOERPERS, G. P; ROVEDA, F. J.; TRAVERSO, D. S.; GAVE, A. Fatal onion (Allium cepa)toxicosis in water buffalo (bubalus bubalis), J Vet Diagn Invest 21:402-405 (2009)

REFERÊNCIA DAS IMAGINAS:
Fig. 01 e 02 - Disponível em: <http://www.cpt.com.br/cursos-horticultura-agricultura/artigos/horta-como-plantar-cebola-allium-cepa-l>; Acesso em março, 2015

Fig. 03 - FIGHERA, A. R.; SOUZA, M.T.; LANGOHT, I; BARROS, L. S. C. Intoxicação experimental por cebola, Allium cepa (Liliaceae), em gatos, Pesq. Vet. Bras. Vol 22 n. 2 Rio de Janeiro Apr/June 2002.

Vittis sp



PIVA, A.; NEVES, B.; OLIVEIRA, C.; BEZERRA, G.
Orientadora: Aline de Mello Cruz

Fig. 01 - Vittis sp                                Fig. 02 - Vittis sp
Fonte: Repositório digital da Agriculturablogger

INTRODUÇÃO:
Vittis sp é o nome cientifico dado a fruta conhecida como uva, fruto que vem da videira, uma planta da família das Vitaceae. Muito utilizada no consumo humano, é também um alimento tóxico para os cães. O mecanismo de ação causador da intoxicação por esta planta é desconhecido na literatura, mas iremos abordar a sintomatologia e o possível tratamento em caso de intoxicação.

NOME CIENTIFICO:
Vittis sp

NOME POPULAR:
Uva

PARTES TÓXICAS:
A localização da parte tóxica da uva é desconhecida.

MECANISMO DE AÇÃO:
O mecanismo de ação da Vittis sp também é desconhecido, mas nos Estados Unidos foi comprovado que cães que viviam em uma vinícola e que recebiam uvas em forma de recompensa foram diagnosticado com alto índice de doença nos rins (insuficiência renal).

SINAIS CLÍNICOS:
Vômitos, hiperatividade, diarreia, falência renal, prostração, adipsia, inapetência e dor abdominal.

TRATAMENTO:
O tratamento não é especifico. É necessário internar o cão, promover êmese o mais cedo possível, utilizar carvão ativado e hidratá-lo, e ajudar na desintoxicação por meio da diurese.

REFERÊNCIA:
BLOG PET CARE. Intoxicação em cães por uva e uva passa. Disponível em: < http://petcare.com.br/blog/intoxicacao-em-caes-por-uva-e-uva-passa/>. Acesso em: março, 2015.

SCHMITZ, S. O. G.; MARQUES, M. G. B.; RAMOS, C. L. J.; FERREIRA, I. Q.; FERREIRA A. Q. Intoxicação por uva em cães, Centro de informação toxicológica do Rio Grande do Sul - CIT/RS.

REFERÊNCIA DAS IMAGENS:


Theobrama cacao


PIVA, A.; NEVES, B.; OLIVEIRA, C.; BEZERRA,G.
Orientadora: Aline de Mello Cruz

Fig. 01 - Theobrama cacao         Foto 02 - Theobrama cacao fruit

Fonte: Repositório digital da Imagejuicy

INTRODUÇÃO:
Theobrama cacao significa alimento dos deuses. A arvore que da origem ao fruto, é da família Malvaceae e sua origem é na América do Sul. Pode atingir 2 metros de altura. O cacau é a principal matéria-prima para a realização do chocolate. Neste trabalho, vamos apontar o perigo que está planta pode representar ao animal domestico.

NOME CIENTIFICO:
Theobrama cacao

NOME POPULAR:
Cacau

PARTES TÓXICAS:
A parte tóxica desta planta é a semente do cacau (Metilxantinas), que possui teobromina e cafeína. A quantidade de teobromina varia de acordo com o tipo de chocolate. Quanto maior é a quantidade de teobromina, mais escura é a cor do chocolate, tornando o alimento mais tóxico.

MECANISMO DE AÇÃO:
As Metilxantinas, por serem bases altamente lipossolúveis, atravessam a barreira placentária e hematoencefálica, sendo absorvidas no estomago e no intestino. No cérebro competem com adenosina o que inibe o pré-sináptico neuromodulador, causando excitação.

SINAIS CLÍNICOS:
Diurese, relaxamento dos músculos lisos, estimulo do coração e contratibilidade miocárdica, taquiarritmias, hiperatividade reflexa, tremores, convulsões, diminuição de O2 da circulação periférica. Alem de vômitos, hiperatividade, diarreia, falência renal, prestação, adipsia, inapetência e dor abdominal.

TRATAMENTO: 
Primeiramente deve-se estabilizar os sintomas, com fluidoterapia para promover a secreção de Metilxantinas pela urina. Diazepam em casos de tremores ou convulsões. Arritmias, propranolol. Taquiarritmias, atropina. Animais que ingeriram e não possuírem sintomas ainda dentro de 1 hora, promover o êmese com peroxido de hidrogênio e/ou lavagem gástricas em animais sedados, devido a convulsão. Podem persistir até 72 horas em casos graves.

REFERÊNCIAS:
BISSO, A.; FLORA, D.; VIDOTTO, M. A.; ROSSATO, K. C. Intoxicação por chocolate em cães.

REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:
Disponível em: http://www.imagejuicy.com/images/fruits/t/theobroma-cacao/1/;. Acesso em: março, 2015.